segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Angustia

Chove, o dia está escuro e tu sentes-te como o "cavalo" de O'Neill*, é doloroso, dói sem se notar, dói sem se sentir.
Mas dói, está lá!
A angustia não dói como um dente que te faz ficar com expressão de dor e tortura, não doi como um golpe sangrento em que ficas pálido e com expressão de esgar, não dói como um a topada que te faz torcer todo o corpo e e fechar os olhos para prender as lágrimas, não dói como uma cotovelada que te faz sentir um choque eléctrico a percorrer todo o corpo.
Mas dói, está lá!
Dói como se tivesses perdido uma parte de ti. dói como se tivesses perdido o amor, dói como se tivesses perdido um amigo, mas não perdeste nada disto.
Chama-se angustia, não sei bem porquê, talvez por se tratar de algum ressentimento, talvez porque chega a qualquer momento, sem alento nem desalento.
Chega e pronto, faz o tormento.

A minha frase do dia:

"Se todos os dias quando acordares, pensares "hoje vou escolher ser feliz" vais ter todo o universo a teu favor."

*
«Você tem-me cavalgado seu safado! / Você tem-me cavalgado, / mas nem por isso me pôs a pensar como você./Que uma coisa pensa o cavalo; / outra quem está a montá-lo»
do Poema "A história da moral"





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