Por isso hoje, vou falar do meu Pai,
Que morreu triste e só,
que morreu de tristeza e de infelicidade
(o cancro de pulmão, foi só uma fatalidade).
Eu tão jovem ainda, não entendi, não vi, não senti a tempo
o quanto ele podia precisar de mim.
Eu não lhe apertei a mão no seu derradeiro dia, só o culpei, culpei de tudo,
mas afinal ele era culpado de quê?
Ainda hoje não sei.
Cresci a ouvir dizer que a culpa era dele, mas que culpa?
Ainda hoje não sei.
Cresci a ouvir dizer que a culpa era dele, mas que culpa?
Ele era culpado de ser infeliz?
Só sei que ainda hoje sinto que continuo a ter uma forte ligação com ele,
ás vezes é tão intensa e outras vezes tão suave.
Parece até que sonho com ele e ele vai me dizendo coisas, passando mensagens,
como devo ser honesta, como devo ser verdadeira, como devo ser digna, etc etc.
Acho que são as minhas memórias, memórias de infância que vão ao meu sub-consciente buscar estas mensagens, estes ensinamentos.
Ainda hoje tenho ou não, atitudes e reacções a pensar se seria assim que ele faria,
se seria assim que ele me apoiaria. Mas continuo com uma duvida, um dilema:
Como me posso sentir cópia dele se dele pouco sei? Não sei!
A minha frase de hoje:
"Não julgues tão facilmente, porque o mau julgamento e a prepotência caminham quase sempre de mãos dadas"

Sem comentários:
Enviar um comentário